surtando


Das negativas...

Não tenho paciência com as pessoas que se acham donas da verdade. Não sei acatar ficando quieta, porque odeio submissão e sou favorável ao debate. Não sei fingir que está tudo bem, quando não está. Não gosto de ficar explicando tuuuuudo direitinho, nos mínimos detalhes. Não gosto de descobrir mentiras. Não gosto de palavras ao vento. Não gosto quando eu tento me justificar, e saem me atropelando um discurso preparado. Mas, ao contrário dos Tribalhistas, eu tenho paciência para televisão. Talvez esteja propensa a ser audiência para solidão.

Escrito por BIA às 17h07
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Entre tanta mediocridade, há pessoas por quem eu não nego a minha admiração. Assim que entrei na faculdade tive a chance de conhecer uma dessas pessoas e trabalhar, ainda que indiretamente, com ele.

Ele faz questão de enaltecer que a admiração é recíproca, mas acho que é porque não faz idéia do tanto que eu o admiro.

 

É daqueles que sabe fazer o bom jornalismo mesmo numa pauta medíocre. Leio e babo.

Ele não é daqueles que quer mudar seu texto pura e simplesmente por ser mais experiente. Não é daqueles que dá pitaco pra te deixar constrangida.

Se ele resolve colocar a mão, é pra melhorar.

 

Além de saber, como poucos, ser xerife com xis maiúsculo, é um figurão e ama teatro.

Não desses amores de “eu te amo” como os que chovem no orkut. Ama de freqüentar, ama de entender, ama com a capacidade de discutir decentemente about it.

 

Sucesso!



Escrito por BIA às 18h57
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Por quê?!

Duas das muitas dúvidas que passaram pela minha cabeça no dia de hoje ainda não foram solucionadas:

 

A) Por que esses vendedores ambulantes que entram no ônibus oferecendo guloseimas (tem a época dos chocolates Hersheys, das balas Halls, e das ‘goiabinhas de chocolate’ da Bauducco) com o refrão: “Um é cinqüenta, dois é um real”? Deixando de lado o erro de concordância, sinceramente, eu não entendo o porquê da informação dita, na maioria das vezes, com uma entonação de “woohoo, olha que vantajoso!”.

 

Penso:

1) Se o refrão fosse “um é sessenta, dois é um real”. Ok. Concordo. É vantagem comprar a mercadoria em dobro. Afinal, você ganha um descontinho. Em vez de você pagar R$1,20, você paga R$ 1. Bombou!!! O desconto de 20 centavos pode fazer uma diferença danada no fim do mês. Hehehe

 

2) Agora, se o vendedor só quer auxiliar o interlocutor a fazer contas, acho que é melhor ele indicar “Um é cinqüenta. Sete é três reais e cinqüenta”. Afinal, a tabuada do dois sempre causou mais transtornos do que a do dois.

 

B) Por que insistem em fazer programas comandados por sertanejos???

Nunca foi meu gênero musical preferido, mas não tenho preconceito com Chitãozinho, Xororó, Zezé, Luciano, Leonardo e cia.

Há tempos não temos o programa especial no fim de ano “Amigos” na Globo, o “Sabadão Sertanejo” do SBT acabou há séculos, o “Amigos e Amigos” – também da Globo – não vingou. Chitãozinho e Xororó emplacaram por meses “Raízes da Terra”, na Record, mas também fugiu da grade da emissora dos bispos.

Eis que leio a notícia que a dupla negocia com a Globo um programa. Meodeos? Será que vai dar certo? Sinceramente, acho que não rola a ponto de sustentar um programa semanal.

 

Aguardemos que seja batido o martelo.



Escrito por BIA às 17h07
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Filha única

Ligar pro celular da Maria Rita e ela atender logo de cara ou não cair na caixa postal é uma questão de sorte. Uma anomalia das filhas únicas, talvez.

Além disso, tê-lo em mãos pode causar ataques de insegurança. Mandar mensagem ou não? Ligar pra falar feliz ano novo?

Depois de uma eternidade de debate (e a Thais censurando nossos pedidos pra 2007, afinal ela parece mais interessada em agilizar nossa vida do que nós mesmas), damos de cara com o sms solenemente ignorado ou com uma conversa com a simpática caixa postal.

 

Das semelhanças por sermos filhas únicas estão o fato nascermos em 86, no Santa Joana, moradoras do 6o andar, sem vontade de usar substâncias ilícitas e afeitas aos porres de Jurupinga. Sim, ser apresentada à bebida pode causar estragos no dia, dúvidas nas semanas seguintes e gargalhadas meses depois.

 

Ela é das biológicas; eu, das humanas. Ela quer os cafajestes; eu, os melhores amigos. Ela acha o vegetarianismo saudável, eu – quando estou mal – sei que um macarrão à bolonhesa é capaz de melhorar sensivelmente meu humor.

 

Nós começamos a tomar gosto pelas baladas por volta dos 20, evidenciando nosso lado precoce.

Conversas no msn começam a despertar sustos: o que a Maria Rita quis dizer com ‘fui impulsiva’? o que a Bia quis dizer com ‘dar só se for namorado ou melhor amigo’? melhor amigo?!?! Meodeos, qual deles?!?!?

 

A distância e a falta de comunicação durante os muitos estudos e trabalhos só colaboram pra aumentar a saudade e nos desatualizarmos dos babados. O reencontro é marcado pela certeza de que as várias mudanças do dia-a-dia não alteraram a essência. Sei que ela vai adorar ‘O Teatro Mágico’ e o IDCH. Se precisar contar um babado/bafón/fofoca, ela sabe que eu vou adorar ouvir. E paro o que estiver fazendo pra escutar, analisar e emitir opinião.

 

Amo ela. E tenho dito.

 



Escrito por BIA às 18h20
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Pinky e Cérebro

Junto com a Vance executo meus planos de dominar o mundo. Como o mundo é complexo demais, resolvemos nos contentar em dominar os homens, o que não deixa de ser tão, ou mais, complexo.

Como ela já está arranjada na vida amorosa, resolve embarcar nas minhas encrencas.

A mania de imaginar o que o outro vai pensar é foda e ridícula.

Após definido – ainda que a contragosto – o galã, começa a onda de especulações. Seguida de muita bisbilhotagem no orkut.

 

A busca por informações está tão incessante que resolvi desabilitar a função de revistadores de orkut... assim, por exemplo, evito situações anticlímax do tipo: estou lá toooooooda empolgada no orkut dele e preciso continuar checando no orkut de algum amigo ou de alguma conhecida ou da ‘noiva’ (não, ele não é comprometido, mas uma baranga-não-tão-baranga-assim foi devidamente apelidada de noiva)... para isso é melhor ter a função desabilitada. Tava muito chato ter que deslogar e logar novamente, usando o meu fake.

Apesar de desabilitada, ainda sofro de anticlímax. Quando vou seca no orkut de agm em busca de novas evidências e dou de cara com um scrapbook vazio. Ai, mania maldita essa política de apagar os scraps.

 

É evidente que, ao seguir a Vance na idéia de encarar uma vida de “Malhação”, uma vilã logo foi detectada. A típica loba em pele de cordeira. Por falta de uma, achamos duas.  Vamos ver quem passa a ser a mais repudiada pelo público.

 

O circo está armado. O galã, a protagonista atrapalhada e as vilãs despudoradas. O que mais falta??? Uma série de desencontros, é claro! Nem com meus pais passando dez dias fora de São Paulo, as coisas fluem. É impressionante. E, antes que me julguem, até consegui diminuir (ainda que homeopaticamente) a minha turtlezice amorosa. Mas a vontade de achar pêlo em ovo persiste.

 

Só para dar uma prévia de como eu e a Vance, ainda que árduas trabalhadoras deste Brasil, estamos agindo um e-mail com a palavra “Planos” no assunto atingiu a espantosa marca de 84 replies em menos de quatro dias.

 

E os resultados? Cadê, meodeos?

Já foram colocados em prática o plano A, B, C e D.

Será que o final feliz vem quando atingirmos o Z?? Ou será que o final feliz só chega depois de conhecermos todos os ideogramas japoneses e chineses?? Será muita pretensão querer um final feliz?? Será que ele inexiste??



Escrito por BIA às 15h39
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Coisas que tem tudo para dar errado, mas dão certo!

Depois de 20 viradas de ano ao lado da família, queria alguma coisa diferente. 
Lembro dos reveillons cheios de gostosuras na casa do meu avô, viajando com meus pais para a chácara, no apartamento da minha tia após uma super briga com meu pai no meio do caminho, passando num pequeno apartamento ao lado da minha tia-avô e minha avô, vendo os fogos pela janela...
A maioria deles foi boa. Aos 17 anos escolher passar com a avô e a tia-avô num apartamento talvez pareça uma coisa pouco atrativa, mas tenho boas recordações. Seja pelos quitutes da minha avô sempre deliciosos, seja por comer lentilha de colheradas no sofá. 
Assim, as três de pé em cima do sofá desejando coisas boas.
 
Esse ano trabalhei demais e tinha um dinheirinho caso quisesse viajar, passar uma semana fora, sem grandes luxos, é claro! 
Mas, justamente pelos compromissos profissionais, estava fadada a ficar em SP. Dias 30 e 31, no Lion. Dia 01, entre Lion e DCI.
 
Já estava meio combinado que iria com a Thais para alguma balada, mas que não custasse mais de R$60. Buscávamos e não chegávamos à conclusão alguma. Até passar na Paulista foi cogitado. 
Enquanto tentávamos decidir por telefone, a Ritão ligou no celular dela dizendo para que nós fôssemos para Santos junto com o Andréas.
 
Pronto! Lá estariam os três comemorando a chegada de 2007 e eu ficaria aqui. Tinha que colocar o site do Lion pra funcionar... depois de pensa, repensa, passa, repassa, ir e não ir. Era meia-noite e meia do domingo 31. Decidi ir. Toca arrumar mala, não esquecer de detalhes, and so on.
 
Mal consegui dormir com medo de perder a hora. Euforia mirim. Leão. Despejar notas. Metrô. Demora. Muita gente com bagagens. Carro. Thais. Andreas. Estrada. Música. Cazuza.
 
Prédio errado. Campainha. Maria Rita. Praia. Caminhada. Conversa. Besteiras. Seriedades. 
Ligar pra Renes com frases de efeito. Benzadeus. Caminhada interminável.
 
Bolinha de queijo. Trufa de maracujá. Pôquer. Mico. Roba-monte. Banho. Soneca. 
Ceia. Vegetarianismo. Lasanha de soja e de quatro queijos. Lentinha. Romã. Cereja. Diamante negro e panetone de pão de mel.
 
Havaiana laranja, saia azul, blusa branca, brinco verde, calcinha amarela, pulseira vermelha. Cores aparentemente estratégicas. 
Caminhada. Pé torto. Fogos. Meia-noite. Cidra Cereser. Desejos. Sete ondinhas. Celular. Causação. Vinho. Areia. Andança. Andança. Andança. Moby. Milho. Sono. Cansaço. Casa. Conversa, conversa, conversa!!! Amores, ai amores.
 
Calor. Dormir. Acordar. Carro. Estrada incrivelmente sem trânsitoooooo.
 
Aparentemente tudo muito básico, mas minimamente muito especial.


Escrito por BIA às 18h57
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Ônibus vazio. Celular treme. Mensagem. Oba. Da Vivo. Hunf.

O aviso: meu saldo de créditos está acabando, preciso fazer a recarga o quanto antes.

Eita porra, até pouco tempo estava com R$ 16.  eis que descobro que tinha ligado automaticamente pra Vance. Uma ligação de quatro minutos e 48 segundos. Merda.

Chego no trabalho, começo a conversar com ela por email.

Descubro que a ligação tinha caído na caixa postal dela. E ela ficou escutando o nada. Simplesmente o nada.

Ah, a gente é muito medíocre. E é essa mediocridade que eu tanto amo.

Ah, cults.

Ah, nerds.

O que seriam de vocês sem a gente, hein, hein?!

 

Para terminar, a pérola da Vance no trabalho do Louis Mauro: “A matéria faz mais sentido neste sentido”.

Woohooo!

Bombou, amiga! Bombou!!!

Escrito por BIA às 13h01
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O dia foi de muito trabalho e muita conversa com os amigos por email...

Em um dado momento, vem a Vance e pergunta:

“Bia, vc está afim do Z??? como assim??? Socorro!!!”

Respondo:

Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim.

Repita como se fosse um mantra:

Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim. Não estou afim.

Escrito por BIA às 17h20
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"Às vezes, não percebemos as evidências que surgem bem na nossa frente! Por isso, olhe ao seu redor e tente reconhecer as pistas do destino. E jamais, em hipótese nenhuma, deixe de cultivar a sua autoconfiança"

Angélica, em entrevista para a Nova.

[sim, medou ao luxo depublicar todo e qualquer tipo de coisa por aqui e fui baixinha da Angélica, apesar de ir de ônibus]

 



Escrito por BIA às 13h45
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Como eu odeio o cheiro de essência de melancia. Comprei uma borracha com este odor maldito e meu estojo ficou impregnado. Ai, precisava desabafar...

Escrito por BIA às 16h43
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“Ela trabalhou lá? Não acredito! Justo ela tão inteligente... Ela é uma farsa. Eu sempre soube que ela era uma farsa. Esse jornal é pior que a Executivos”

Camilaca Rodrigues da Silva, inconformada com o currículo de uma “doce” amiga!

Escrito por BIA às 15h39
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Folga...

Desde que me conheço por gente ou, pelo menos, desde que me conheço por estudante convivi com pessoas folgadas. Nos mais diversos níveis da doença. Doença, sim. Talvez até contagiosa.
Na escola sempre teve aquele bundão que não queria nada-com-nada. Ou aquela mais bonitinha, que de tanto se preocupar com a roupa que iria à academia, se sentia no direito de folgar debruçando, interesseiramente, em cima do nerd mais simpático.
Mas hoje, na faculdade, com o povo todo já na casa dos 20 dou de cara com o mesmo tipo de comportamento. O famoso sanguessuguismo. Metade (quando muito) executa, outra metade nada faz. Quer dizer, dá palpite. Dá palpite na hora errada, quando os nervos já estão deveras exaltados e aí o sanguessuga resolve forçar uma eficiência inexiste ou uma opinião oca que em nada ajudará. Ah, talvez ajude para depois a pessoa afirmar “eu sugeri fazer tal coisa, mas ninguém me ouviu”. No auge do desespero ninguém vai ouvir sua sugestão, baby. Que pode ser a melhor do mundo, mas provavelmente será difícil de realizá-la às pressas.
Sim, às pressas. Porque, como sempre, tudo foi largado pra última hora.
Um belo dia, me dei a chance de ser folgada. Folgada com moderação. Porque a doençã não te invade num repente. É impossível você passar de “normalzinha” para “folgada senior”. Tentei ser principiante a folgada, mas a experiência foi traumática.
Usei minha habilidade de mulher de negócios e propus uma troca. Assim, você faz tal trabalho e coloca meu nome, que eu faço o outro trabalho e colocou seu nome. Beleza? Beleza!
Beleza, nada. Zica pura. Fiz o meu, assinei como nosso, entreguei pontualmente, dava satisfações, deixava a pessoa livre para fazer alguma correção. Nem sinal. Nenhum sinal de vida. E o trabalho que fariam por mim?
Cadê? Nada. Só preocupação. Angústia. Necessidade de ser chata. Achar que tudo vai dar errado, sabendo que vai sair. uma hora sai. É um parto doloroso. Daqueles que precisam de fórceps.

E o sanguessuguismo como eu disse é contagioso. Não ataca uma só pessoa. Ataca duas, três, bandos e corjas. São inúmeras. Já até perdi a conta. Por essas e outras insisto na idéia de que temos uma Brasil-Macunaíma. Cheio de preguiça e folga. E o espécime-master de macunaísmo está lá em Brasília. Reeleito.



Escrito por BIA às 01h32
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De emprego novo, surgem as pérolas:

"Oi, aqui é Bia do CDI, fazendo uma matéria sobre o DCI"

hahahaha... quando na verdade "Oi, aqui é a Bia do DCI, fazendo uma matéria sobre o CDI".

Almoçando com novos coleguinhas ainda não adaptados aos meus hábitos alimentares, surge o questionamento:

"Opa, você faz fotossíntese???"

Ai, acho que mereço um desconto, vai...?!



Escrito por BIA às 15h30
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Agosto

Ah, agosto... ao seu gosto!

"Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto."
(Caio Fernando Abreu)



Escrito por BIA às 11h21
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Diretamente do blog do Pedro Paulo Rangel...

"Às vezes não há mais nada a fazer, ou a dizer, porque nada além do que já se disse ou fez é possível. Às vezes a gente perde. É triste, mas é isso. Às vezes a gente perde. Perde um amigo, uma esperança, uma inocência, uma fé, uma crença qualquer na qualidade humana, na capacidade - própria e dos outros - de ser melhor. Porque não podemos nos tornar o que não somos, porque não podemos ser o avesso de nós mesmos. Porque não há outra alternativa. Às vezes é assim: a gente perde e pronto e não há nada a fazer, exceto velar e enterrar essa pequena morte, cumprir-lhe o luto, outorgar-lhe a memória que vai se desfazendo até estar gasta e desaparecida. Até perder-se. "

 

PATRICIA ANTOINETE



Escrito por BIA às 16h03
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